VISITA A MEMÓRIA DA JUSTIÇA ELEITORAL

February 28, 2018

 

 

Quem trabalha na área eleitoral, com certeza, já se deparou com dificuldades ao lidar com o aparelho de fax.  De fato, transmitir uma petição grande através do fax é uma tarefa bem ingrata. 

 

Mas ao se conhecer melhor a história da Justiça Eleitoral, surpreendentemente se constata que houve grande avanço nos mecanismos de transmissão de dados. 

 

Estive recentemente no Espaço Cultural Des. Eros Nascimento Gradowski, na Seção de Biblioteca e Memória Institucional do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, onde se encontra parte do acervo histórico do Tribunal  relembrando a memória da Justiça Eleitoral e da própria Democracia no Brasil. 

 

Dentre os documentos históricos que estão em exposição no Tribunal encontram-se: um título de eleitor de 1905 que continha poucos dados de identificação do eleitor emitido pelo próprio Estado; processo de alistamento eleitoral de 1920; o primeiro modelo de título de eleitor já com o cadastramento eleitoral sob responsabilidade da Justiça Eleitoral (dos anos de 1933 e 1934); mapas eleitorais antigos que na época eram preenchidos a mão por servidores do Estados cedidos para auxiliar nas Eleições (da época em que os Partidos eram apenas a ARENA e o MDB); modelo de diploma conferido aos Vereadores eleitos nas Eleições Municipais de 1988; e cédulas de votação em papel.

 

Além de documentos, o acervo do Tribunal permite visualizar o avanço tecnológico da Justiça Eleitoral através dos exemplares dos dispositivos de armazenamento de dados, como as microfichas, e as não tão desconhecidas fita cassete e fita de vídeo cassete.  

 

Estão ali também as clássicas máquinas de escrever, algumas máquinas fotográficas e telefones antigos.

 

Mas o que mais chama atenção é o telex, um peculiar instrumento de transmissão de dados que mais parece uma das invenções caricatas do Prof. Pardal. Em exposição há somente uma versão pequena em bom estado, porém nos fundos do Tribunal há uma versão maior esperando pela restauração. 

 

Trata-se de um aparelho de metal, do tamanho e dimensões de uma copiadora grande de escritório, pesado como um cofre antigo, contendo um teclado muito semelhante ao de um computador e que, ao lado, possui acoplado um disco de telefone (idêntico aos dos telefones de discar).

 

Ao se deparar com este aparelho, no mesmo momento todas as reclamações sobre utilizar o aparelho de fax se dissolvem. 

 

Na Seção de Biblioteca e Memória Institucional os relatos da dinâmica do passado da Justiça Eleitoral também são interessantes. 

 

Durante muitos anos, o transporte das urnas (caixas de madeira ou sacos de pano) para a votação, e posteriormente já com os resultados, se davam através de trens; servidores solicitavam ressarcimento por terem que arcar com despesas dos procedimentos eleitorais; e em determinados períodos transcorriam meses entre o dia da eleição e a proclamação dos eleitos.

 

Uma visita repleta de curiosidades e rica para todos aqueles que trabalham com o Direito Eleitoral.

 

A Biblioteca e Memorial ficam localizados no Edifício Sede do Tribunal Regional Eleitoral, possui horário de atendimento das 12 às 19 horas de segunda a sexta e está aberto para visitação de escolas, grupos e para a população em geral.

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